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Iniciado na década de 90, o Outubro Rosa é um movimento mundial de conscientização acerca do câncer de mama. Símbolo da ação desde seus primórdios, o cor-de-rosa visa captar a atenção do público para a prevenção, o diagnóstico precoce e os possíveis tratamentos da doença.

Apesar de reforçadas durante este período, é preciso estar atento sobre publicações envolvendo o câncer de mama nas redes sociais. Segundo a análise de postagens realizadas em mídias como o Facebook e o Twitter disponibilizada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), a distribuição de informações errôneas, principalmente acerca do autoexame – que é indispensável, mas não substitui a mamografia – é bastante frequente.

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Câncer de mama

O câncer de mama se dá pela multiplicação exagerada de células anormais, possuindo diversas ramificações e particularidades. Mundialmente, os tumores de mama são o segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres, correspondendo a 25% dos casos da doença diagnosticados anualmente. Em 2017, as estimativas chegaram a quase 58mil novos casos de câncer de mama no Brasil. Destes, mais de 2mil ocorreram em Santa Catarina segundo dados do INCA.

No país, a maior propensão a tumores de mama está com as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O diagnóstico em pacientes masculinos corresponde a cerca de 1% dos casos – mas não é impossível. Apesar da numerosidade de causas, alguns fatores de risco potenciais podem agravar a chance de manifestação do câncer:

  • Obesidade e sobrepeso pós-menopausa;
  • Sedentarismo;
  • Primeira menstruação precoce;
  • Uso de contraceptivos hormonais;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário.

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Prevenção e diagnóstico

A “prevenção” de tumores de mama pode soar contraditória, afinal, as causas de manifestação do câncer nem sempre podem ser previstas. Sabe-se, segundo dados do INCA, que 30% dos casos de câncer de mama podem ser prevenidos através de hábitos simples:

  • Prática regular de exercícios físicos;
  • Alimentação equilibrada;
  • Peso corporal adequado;
  • Não consumo de bebidas alcóolicas.

A realização de exames regulares de mamografia, principalmente após os 50 anos de idade, é altamente recomendada por profissionais da saúde. O exame de toque também deve ser realizado regularmente – se possível diariamente – por mulheres em suas casas. Não há técnica específica para o toque, que visa verificar possíveis alterações mamárias, tais como:

  • Caroços (geralmente indolores);
  • Pele avermelhada, retraída ou com aparência anormal;
  • Alterações em um ou ambos os mamilos;
  • Nódulos nas axilas ou pescoço;
  • Saída espontânea (sem pressão) de excreção pelos mamilos.

Se identificadas, alterações persistentes nas mamas devem ser apresentadas a um médico especializado, que deverá realizar uma mamografia ou ultrassom diagnóstico. Ambos os exames podem ser solicitados gratuitamente em qualquer idade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) após indicação médica. Para a mamografia de rastreamento (em mulheres de 50 a 69 anos, mesmo sem sintomas) o encaminhamento deve ser efetivado uma vez a cada dois anos. Mulheres com fatores de risco elevado devem conversar com o clínico responsável para a tomada de decisão acerca da conduta de manutenção adotada.

Tratamento

A detecção precoce e inicial de tumores mamários aumenta a chance de cura independente da idade da paciente. Os tratamentos são decididos pelo médico oncologista responsável de acordo com o tipo e estágio da doença. Estão entre as possibilidades:

  • Tratamentos locais (cirurgia, radioterapia);
  • Tratamentos sistêmicos (quimioterapia, terapia hormonal, terapia alvo).

A decisão acerca do tratamento selecionado será baseada, também, nas reações e estado de saúde geral do paciente. Além da equipe de oncologia – cirurgiões, médicos e radioterapeutas –, profissionais como psicólogos, terapeutas, nutricionistas, enfermeiros e assistentes sociais também poderão estar ativamente conectados ao processo.

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A quem lida com a situação

A Rede Feminina de Combate ao Câncer é uma entidade filantrópica que funciona desde a década de 80 para o auxílio médico e psicológico de mulheres com câncer de mama e ovário. Em Chapecó, a Rede Feminina disponibiliza orientações acerca de exames mamários e ginecológicos.

Para mais informações, acesse o site ou entre em contato pelo fone (49) 3322-5634.

De quem já venceu

Inspirado no livro “Força na Peruca – Tragédias e Comédias de um Câncer” escrito por Mirela Janotti, “Mulheres de Peito” é um documentário desenvolvido e filmado por quatro profissionais de comunicação com o objetivo de difundir mensagens de superação a respeito do tema. Extremamente sensível e focado nas particularidades com as quais cada paciente lidou com o tratamento, o filme pode ser visto na íntegra pelo YouTube:

O livro “De Médica a Paciente”, de Fabiola La Torre, une postagens e textos escritos pela médica pediatra durante seu tratamento oncológico. “Entre decepções e surpresas, de um jeito ou de outro, a doença tem um lado bom: ensina a ser forte, a ser resiliente, a ser ‘águia’.”. Confira aqui.

Em 2017, o site Minha Vida uniu um amontoado de filmes emocionantes com a temática câncer de mama. Os variados gêneros cinematográficos prometem agradar todos os gostos, conscientizando e sensibilizando espectadores e pacientes sobre o assunto. Confira aqui.